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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A Justiça e o Direito nos jornais desta sexta-feira

A Justiça e o Direito nos jornais desta sexta-feira



Lei da Anistia
A punição de agentes públicos envolvidos com graves violações de direitos humanos, como recomendou a Comissão Nacional da Verdade em seu relatório final, vai depender sobretudo do comportamento do Judiciário frente à questão. Até agora os juízes têm se mantido em grande parte refratários à ideia de punição. De um conjunto de dez ações já encaminhadas à Justiça pelo Ministério Público Federal, pedindo punição para militares e policiais civis acusados de graves violações de direitos humanos na ditadura, apenas três estão em andamento. As outras sete ações foram paralisadas por decisão dos juízes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Investigação nos EUA
As empreiteiras brasileiras, acusadas na operação “lava jato” de pagar propinas em negócios com a Petrobras, começam a se preparar para a investigação do Departamento de Justiça americano sobre o caso. Os advogados estão alertando seus clientes de que elas podem ser enquadradas na lei anticorrupção americana e sofrer processos de investigação parecidos com o que a própria Petrobras está enfrentando. A preocupação entre as construtoras existe porque um processo desses, além de custar caro, pode restringir a capacidade de financiamento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Defesa das empreiteiras
A reação das construtoras, depois que o Ministério Público Federal apresentou as denúncias à Justiça sobre o esquema de corrupção na Petrobras, foi uma combinação de crítica à condução das investigações e silêncio absoluto sobre as acusações. O advogado da construtora Mendes Junior, Marcelo Leonardo, disse que o Ministério Público cometeu “excessos, tanto quanto às pessoas como quanto às empresas envolvidas”. As informações são do jornal O Globo.

Denúncia de cartel
A denúncia apresentada ao juiz da 13ª Vara Federal do Paraná, os procuradores destacam que as acusações sobre a formação de cartel por parte das empreiteiras para fraudar as licitações da Petrobras serão apresentadas em outra oportunidade. “Registra-se que a imputação dos crimes mencionados de cartel, contra as licitações e tributários, será realizada em denúncia autônoma”, escreveram os procuradores da República no documento. As informações são do jornal O Globo.

Sem acordo
O acordo entre empreiteiras e Ministério Público em torno da possibilidade de delação premiada voltou à estaca zero. Depois da confusão envolvendo o nome do procurador-geral Rodrigo Janot, que foi criticado por colegas e decidiu encerrar conversas com as empresas, elas optaram por esperar as denúncias que serão apresentadas pelos promotores para voltar a se manifestar. As informações são da colunista Mônica Bergamo, do jornalFolha de S.Paulo.

Doações a políticos
Documentos apreendidos nas sedes das construtoras Queiroz Galvão e Engevix, investigadas por suspeita de envolvimento no cartel para fatiar obras da Petrobras e cujos diretores foram presos pela Polícia Federal, revelam registros de repasses que teriam sido feitos a políticos e partidos nas eleições deste ano. Nos documentos não há confirmação de que os pagamentos foram feitos e, em caso afirmativo, se foram legais ou não. Nos registros, constam nomes de candidatos governistas e da oposição. Em pelo menos um dos papéis, apreendido na Engevix, há registros de valores que não aparecem no Tribunal Superior Eleitoral. As informações são do jornalO Globo.

No hospital
O doleiro Alberto Youssef deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba nesta quarta-feira (10/12) para ser internado em um hospital pela quinta vez desde que foi preso, em março. Segundo o advogado do doleiro, Antônio Figueiredo Basto, a remoção foi pedida pela defesa e autorizada pelo juiz Sergio Moro. O doleiro não se sentiu mal, mas passará pelo menos dez dias internado. Segundo Figueiredo Basto, Youssef apresenta um quadro de desnutrição. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Cálculo da Cofins
O Superior Tribunal de Justiça iniciou nesta semana a análise de recurso que discute se o ISS deve entrar no cálculo do PIS e da Cofins. Atualmente, a maioria das decisões da Corte aceita a inclusão do tributo, mas pelo menos três ministros da 1ª Seção já indicaram que poderão votar de forma favorável aos contribuintes. O relator, ministro Og Fernandes, votou de acordo com a jurisprudência dominante do STJ. Após o voto do relator, pediu vista o ministro Mauro Campbell Marques, que prometeu colocar a ação novamente em pauta em 11 de fevereiro de 2015. As informações são do jornal Valor Econômico.

Teste de HIV
Nenhum trabalhador brasileiro pode ser obrigado a fazer o teste de HIV ou a revelar o seu estado sorológico para o HIV, de acordo com portaria publicada nesta quinta-feira (11/12), no Diário Oficial da União pelo Ministério do Trabalho. A norma traz recomendações para combater a discriminação de pessoas com HIV e AIDS nos locais de trabalho, em cumprimento à recomendação 200 aprovada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em junho de 2010. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pagamento de propina
Uma empresa americana de manutenção de motores de aeronaves admitiu à Justiça dos Estados Unidos que pagou propina à Força Aérea Brasileira (FAB) e ao gabinete do ex-governador de Roraima José de Anchieta Júnior (PSDB). Um comunicado do Departamento de Justiça dos EUA publicado na quarta- feira informou que a Dallas Airmotive pagará US$ 14 milhões de sanção penal por descumprir a lei que pune empresas do país que praticam corrupção no exterior. As informações são do jornal O Globo.

Contas rejeitadas
A Justiça Eleitoral reprovou por quatro votos a dois a prestação de contas do governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Estado, a campanha da coligação encabeçada pelo petista gastou mais de R$ 10,1 milhões a mais do que a previsão inicial, de R$ 42 milhões. Além disso, segundo a corte, a prestação de contas não considerou despesas de outros candidatos, partidos ou comitês eleitorais com material que favoreceu Pimentel. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

De mentirinha
A história fictícia que era contada como verdadeira pelos sócios da empresa de sorvetes Diletto deverá ser modificada, de acordo com decisão divulgada nesta quinta-feira (11/12) pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Na prática, explicaram fontes do mercado publicitário, isso significará que a marca de sorvetes terá de explicitar em toda a sua comunicação — incluindo site institucional, embalagens e campanhas publicitárias — que o personagem não existe. As informações são do jornalO Estado de S. Paulo.

Disputa por área
O Cemitério do Morumbi está se opondo na Justiça à desapropriação de parte de seu terreno para a construção da linha 17-ouro do Metrô, argumentando que teria que desalojar algumas de suas sepulturas. A disputa foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Segundo a administração do local, a obra vai usar 7,2 mil m², onde há no mínimo 15 jazigos. O Metrô diz que se trata de área não edificável, onde a lei não permite que haja sepulturas. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Google News
O Google anunciou ontem que vai excluir veículos de comunicação espanhóis do serviço Google News a partir do próximo dia 16. A decisão foi motivada pela aprovação de emendas à lei de Propriedade Intelectual no país europeu, que instituem, entre outras medidas, cobranças pela exibição de conteúdos protegidos por direitos autorais, como é o caso de jornais e revistas. As informações são do jornal O Globo.

OPINIÃO
Anistia preservada

Em editorial, o jornal Folha de S.Paulo defende a não revisão da Lei da Anistia. De acordo com a Folha, por mais que seus efeitos possam ser repugnantes do ângulo humanitário, sobretudo para os atingidos pela violência ditatorial, a anistia irrestrita é um dos pilares sobre os quais se apoia a democracia brasileira. “Foi sua aceitação pelo conjunto das forças políticas que rompeu o ciclo de retaliações iniciado em 64. Não é sensato nem desejável que compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, determinando que a tortura é crime imprescritível, possam sobrepor-se à soberania jurídica nacional quando se trata das próprias fundações do Estado de Direito entre nós”, diz.

Cidadão comum
Em artigo publicado no jornal O Globo, o desembargador aposentado Aloísio de Toledo César critica os recente episódios envolvendo magistrados e que, segundo o autor, abalaram um pouco mais da reputação da classe no Brasil. Citando o caso do juiz que ficou ofendido com a agente de trânsito que disse que “juiz não é Deus” e o caso do juiz que deu voz de prisão a funcionários de uma companhia aérea após chegar atrasado para o embarque, o desembargador Aloísio César afirma que o poder que é conferido ao juiz tem o sentido de dever e se mostra necessário para a aplicação da lei e do direito, nada mais. “Fora do fórum ele é um cidadão comum e não deve de forma alguma ficar sacudindo sua carteira de magistrado”, diz. Segundo o autor, “não pode haver nada mais perigoso para as instituições do que a desconfiança de um povo nos seus juízes e na Justiça do país”.

Revista
 Consultor Jurídico, 12 de dezembro de 2014, 10h45Topo da página

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Deputado do DEM apresenta queixa-crime contra presidente da Petrobras

Deputado do DEM apresenta queixa-crime contra presidente da Petrobras

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) apresentou hoje ao Ministério Público uma queixa-crime contra a presidente da Petrobras, Graça Foster, por falso testemunho. “Não é mais admissível que uma presidente de uma companhia desse porte venha ao Congresso e minta, omita e esconda informações vitais”, afirmou há pouco durante reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a estatal.
O argumento de Lorenzoni é que Graça Foster, em depoimento na CPMI no dia 11 de junho, negou conhecimento do pagamento de propinas a funcionários da Petrobras, mas confirmou, no último dia 17 de novembro, que a estatal sabia do caso desde março. Segundo ela, após o relato sobre a propina, a SBM foi afastada das licitações da estatal. Os contratos atuais, porém, não sofreram qualquer alteração.
Por causa das declarações de Foster, o PSDB pediu na quinta-feira (19) à Procuradoria da República no Distrito Federal e ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) que ela seja afastada do cargo imediatamente. Na representação, o PSDB afirma que Graça Foster cometeu dois crimes: falso testemunho e prevaricação, que é a omissão do dever funcional.
A estatal tem, desde 1996, 27,67 bilhões de dólares em contratos com a SBM Offshore para fretar dez plataformas (nove aluguéis e uma construção). Das 23 plataformas do tipo FPSO (Unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Descarga) da Petrobras, oito são da SBM Offshore.
Lula e Dilma
O líder da Minoria no Congresso, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), disse há pouco que apresentará requerimentos para convidar a presidente Dilma Rousseff e convocar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele pediu uma reunião extraordinária da comissão na próxima terça-feira (2).
Segundo Caiado, tanto Lula quanto Dilma tiveram condições de adotar medidas para estancar os desvios de recursos da estatal, mas nada fizeram.
A CPMI está reunida no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
Mais informações a seguir.


Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Marcos Rossi

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

sábado, 22 de novembro de 2014

Militar reformado que passa a trabalhar perde direito a benefício

Militar reformado que passa a trabalhar perde direito a benefício

Militar reformado que começa a exercer outra atividade profissional perde o direito ao benefício. A decisão é da 2ª Seção do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que desconstituiu acórdão que reformou um militar por invalidez. Ele passou a atuar como advogado.
Militar reformado que passa a trabalhar perde direito a benefício No caso, o ex-militar ajuizou ação para obter a reforma em decorrência de lesão no joelho sofrida durante partida de futebol nas dependências do Exército. Ele alegou invalidez para todo e qualquer tipo de serviço, em razão do seu baixo grau de instrução, que não lhe permitiria obter posição no mercado de trabalho se não pudesse contar com boa saúde física.
Apesar do laudo pericial não ser conclusivo a respeito do caráter permanente da incapacidade, o ex-militar teve reconhecido o direito à reforma pela 3ª Turma do TRF-4, com soldo equivalente ao grau hierárquico superior do que possuía na ativa, conforme estabelece o artigo 110 do Estatuto dos Militares. A decisão transitou em julgado em 2011.
Acontece que, enquanto a ação pedindo a reforma corria, o ex-militar formou-se em Direito e passou a atuar como advogado em 2008. Por essa razão, os procuradores da União demonstraram que houve violação Estatuto dos Militares (Lei 6.880/1980) em seu artigo 110, parágrafo 1º. O dispositivo diz que o militar será reformado quando, verificada a incapacidade definitiva, for considerado inválido não só para o serviço do quartel, mas para qualquer tipo de trabalho. 
Conforme o voto da desembargadora Vivian Josete Pantaleão Caminha, o colegiado afastou a reforma militar, garantindo a reintegração  até sua inscrição nos quadros da OAB. Como consequência, foi mantida a suspensão do levantamento de R$ 269 mil (em valores desatualizados) que o militar solicitava até o transito em julgado da decisão.
Segundo a coordenadora regional de Assuntos Militares da Procuradoria Regional da União na 4ª Região, Márcia Bezerra David, o que se destaca nesta ação é o seu caráter pedagógico. "O ex-militar, após sua graduação em Direito, passou a atuar justamente em ações envolvendo matéria militar, valendo-se do seu êxito judicial, ora rescindido, como cartão de visitas para atrair clientes", comentou. Com informações da Assessoria de Imprensa da PRU-4.
Clique aqui[1] para ler o acórdão.

References

  1. ^ aqui (s.conjur.com.br)

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

CIRURGIAS DE CATARATAS PARADAS

CIRURGIAS DE CATARATAS PARADAS


 A Justiça Federal, através de ação do MPF está garantindo a população de Dourados e região, principalmente aos idosos, o direito de realizar as cirurgias de cataratas que estavam paradas no município. Tratam-se de procedimentos que foram pagos através de convênios do SUS mas não realizados. Desde março deste ano intervimos junto ao Governador André Puccinelli por um aporte de recursos do Estado, que desde julho deste ano destina o valor de R$ 500 mil todos os meses para a prefeitura fazer as cirurgias de cataratas e reformas no Hospital da Vida. O total é de R$ 2,5 milhões e destes, R$ 1 milhão é destinado exclusivamente para as cirurgias de cataratas. Com os recursos a mais e o acordo feito creio que o município terá condições de zerar a fila de espera que tem mais de 3 mil pacientes.



Leia Mais: https://www.facebook.com/geraldo.resende.pereira/posts/569649609846149

Gilmar Mendes pede que Receita, TCU e BC analisem contas do PT

Gilmar Mendes pede que Receita, TCU e BC analisem contas do PT

Gilmar Mendes pede que Receita, TCU e BC analisem contas do PT O ministro Gilmar Mendes (foto), vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, vai ter ajuda do Banco Central, da Receita Federal e do Tribunal de Contas da União na análise da prestação de contas do PT nas eleições de 2014. Em despacho da quinta-feira (20/11) ele requereu técnicos dos órgãos para assessorá-lo na análise dos documentos encaminhados pelo partido ao tribunal. O presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, já autorizou a solicitação dos funcionários, que devem ser cedidos em breve.
A solicitação indica que o ministro pretende ser minucioso na análise dos documentos enviados ao TSE pelo comitê financeiro do PT. Ninguém condena a atitude do ministro, mas quem sabe como são feitas as prestações de contas partidárias e como funciona o financiamento das campanhas garante que “quem procura acha”.
Só a distribuição da prestação de contas do PT ao ministro Gilmar Mendes já causou preocupação aos dirigentes do partido. Originalmente, a prestação havia caído com o ministro Henrique Neves, um dos advogados que compõem o TSE. Mas o mandato dele terminou e a presidente Dilma Rousseff não o reconduziu a tempo.
Por conta dessa demora o minstro Toffoli devolveu as prestações de contas do PT à Secretaria Judiciária para que fossem redistribuídas. E elas caíram no gabinete do ministro Gilmar, notoriamente antipático ao partido e à administração da presidente Dilma.
O Ministério Público Eleitoral chegou a contestar a distribuição, alegando que ela deveria ter sido feita para um ministro “da mesma categoria” de Henrique Neves. Ou seja, para um dos advogados da corte. O TSE é composto por sete ministros titulares, todos emprestados: três do Supremo Tribunal Federal, dois do Superior Tribunal de Justiça e dois advogados indicados pelo presidente da República.
Mas o ministro Gilmar, “considerando a exiguidade dos prazos para análise das prestações de contas e a peculiar dinâmica de seu trâmite”, decidiu despachar no caso mesmo assim. Durante esta semana, esteve com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, para tratar dos pormenores do envio de técnicos do banco ao TSE para assessoria. A análise da prestação de contas deve estar pronta até o dia 11 de dezembro, por regra regimental.

Evento de mediação e arbitragem debate solução de conflitos

Evento de mediação e arbitragem debate solução de conflitos


21 de novembro de 2014, 11h04
O seminário "Como a Mediação e a Arbitragem podem ajudar no acesso e na agilização da Justiça" prossegue seus debates nesta sexta-feira (21/11) (assista o evento ao vivo abaixo).
O evento, que começou na quinta-feira (20/11), é organizado pelo Centro de Estudos Judiciários (CEJ) do Conselho da Justiça Federal em parceria com o Superior Tribunal de Justiça, e acontece no auditório externo do CJF em Brasília.
Os palestrantes do primeiro dia do seminário concordaram que, para desafogar os tribunais e aumentar a sua eficiência, é preciso incentivar as formas alternativas de solução de conflitos, como a arbitragem, a mediação e a conciliação. Eles também argumentaram que essas medidas facilitariam o acesso das pessoas à Justiça, democratizando o Judiciário.
O eventou contou na quinta com as participações do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, do presidente do Senado e do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, do presidente do STJ, ministro Francisco Falcão, e dos ministros da corte Humberto Martins e Luis Felipe Salomão.
Assista o evento ao vivo:

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Revista Consultor Jurídico, 21 de novembro de 2014, 11h04

References

  1. ^ Topo da página (www.conjur.com.br)

A cada três minutos, um gay sofre violência no Brasil

A cada três minutos, um gay sofre violência no Brasil

A cada trs minutos um gay sofre violncia no Brasil
A cada três minutos, um homossexual sofre algum tipo de violência no Brasil. Nos últimos quatro anos, o número de denúncias ligadas à homofobia cresceu acima dos 600%.
Segundo números obtidos pelo jornal "O Estado de S. Paulo", o Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDHPR), registrou 1.159 casos em 2011.
Neste ano, em um levantamento até outubro, os episódios de preconceito contra gays, lésbicas, travestis e transexuais já superam a marca de 6.500 denúncias.
Os jovens são as principais vítimas dos atos violentos e representam 33% do total das ocorrências. A cada quatro casos de homofobia registrados no Brasil, três são com homens gays.
Estudante de Direito na USP, André Baliera, 29, foi espancado em 2012 por dois homens no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Ele voltava a pé para casa pela rua Henrique Schaumann quando dois jovens o ofenderam por causa de sua orientação sexual. Depois de uma discussão, acabou agredido pela dupla.
"Nos primeiros dias, não saía de casa. Fui ao psiquiatra, tomei remédios e fiquei seis meses sem passar na frente do posto em que fui agredido", conta Baliera.
Quase dois anos depois, receio e medo ainda estão presentes no dia a dia, assim como o preconceito. "Em junho deste ano, estava com meu namorado assistindo a um filme em Santos e fomos xingados de 'viados' dentro do cinema. Chamei a polícia na hora", disse.
Para a SDHPR, o crescimento das denúncias é um fator positivo para combater a violência homofóbica. A coordenadora da área LGBT, Samanda Freitas, diz que o desafio é apurar os crimes.
"Precisamos melhorar o atendimento desses casos e isso passa por um treinamento dos policiais para que identifiquem os crimes de ódio LGBT e investiguem com o mesmo cuidado que as demais ocorrências", afirmou.
Cerca de 26% dos casos acontecem nas ruas das grandes cidades. Em 2007, a transexual Renata Peron voltava de uma festa com um amigo quando nove rapazes os cercaram na praça da República, centro da capital paulista. Trinta minutos de violência foram tempo suficiente para chutes, socos, xingamentos, três litros de sangue e um rim perdidos por Renata.
"Ninguém foi preso e fica um sentimento de pena. Nem bicho faz essas coisas. Passei seis meses fazendo terapia para entender a razão de ter sido agredida."

Assassinatos

O filho de Avelino Mendes Fortuna, 52, não teve a mesma sorte. Nesta quinta-feira (20) fez dois anos que Lucas Fortuna, 28, morreu assassinado em Santo Agostim, no Grande Recife, em Pernambuco. Jornalista, foi espancado por uma dupla de homens e jogado ainda vivo no mar. Os assassinos foram presos e confessaram o crime por homofobia, mas no inquérito a polícia trata o caso como latrocínio.
Depois da morte, Avelino virou ativista na ONG Mães pela Igualdade, que luta pelo fim da discriminação contra homossexuais e pelo engajamento dos pais LGBTs na vida de seus filhos. "O pai que não sai do armário juntamente com seu filho se torna cúmplice da morte e da agressão dele no futuro", afirmou. "Um dos nossos objetivos é fazer com que os pais participem, lutem pelos direitos da sua família."

Preconceito

A discriminação e a violência psicológica, no entanto, estão entre as ocorrências mais comuns registradas na SDHPR e delegacias especializadas em Direitos Humanos. Cerca de 76% dos casos são de homossexuais que sofrem preconceito no trabalho, assédio moral e perseguição.
No Maranhão, o professor universitário Glécio Machado Siqueira, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), tem sido alvo de ofensas pelos estudantes de Ciências Agrárias. "Desde o começo do ano, recebo ameaças, injúrias e boicotes das minhas aulas por causa da minha orientação sexual. Entrei em contato com todas as instâncias da universidade e a resposta que recebi foi o silêncio", reclama.
A Organização dos Advogados do Brasil (OAB) entregou queixa-crime para a UFMA. A reportagem entrou em contato com a universidade, que não se manifestou. "É triste ver que em uma universidade, onde estamos para expandir conhecimentos, acontece essa homofobia velada. A minha tristeza foi convertida em luta pelos direitos humanos. Espero que mais homossexuais tomem coragem para fazer o mesmo."As informações são do jornal"O Estado de S. Paulo".

Corte Especial do STJ discutirá uso da Tabela Price em financiamentos

Corte Especial do STJ discutirá uso da Tabela Price em financiamentos

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça vai definir se o uso da Tabela Price para o cálculo de juros em contratos caracteriza capitalização ou não. E com isso vai fixar o entendimento sobre se a discussão desse método é matéria de direito ou de fato.
O ministro Luis Felipe Salomão, relator o Recurso Especial escolhido como recurso repetitivo, foi quem enviou o caso à Corte Especial, colegiado que reúne os ministros mais antigos do tribunal e que é responsável por definir a interpretação sobre a legislação federal.
Salomão decidiu levar o caso ao colegiado de cúpula do tribunal por entender que se trata de questão processual que afeta a todas as seções do STJ. A questão de fundo é saber se a Tabela Price, modelo francês de cálculo de parcelas contratuais desenvolvido no século XVIII, se utiliza da capitalização de juros ou não. E é dentro dessa discussão está um debate processual.
Caso o tribunal entenda que se trata de juros capitalizados, os ministros terão que discutir se essa conclusão partiu de uma tese jurídica e matemática, que envolve onerosidade excessiva ou não ao consumidor, ou se é matéria de fato. Se for entendido que é matéria de fato, o consumidor deve ter direito a perícia técnica que esclareça de que forma os juros foram capitalizados e, a partir daí, debater se houve onerosidade ou não. É o direito a produção de provas.
É uma discussão que envolve o direito de defesa. A jurisprudência do STJ costuma entender que o uso da Tabela Price se encaixa em matéria de fato e de análise de cláusulas contratuais. E a discussão desses dois temas pelo STJ é vedada pelas súmulas 7 e 5 do tribunal, respectivamente.
No entanto, se o entendimento é que o debate sobre o uso do método francês é factual, o consumidor deve ter direito a perícia técnica. Caso contrário há cerceamento de defesa, e é justamente essa a discussão de fundo no REsp enviado na quinta-feira (20/11) para a Corte Especial. O caso deve ser debatido já na próxima reunião do colegiado, no dia 3 de dezembro.
O caso estava na 4ª Turma do STJ, mas não chegou a ser debatido. Antes, o ministro Salomão decidiu afetá-lo para a 2ª Seção — colegiado que reúne as duas turmas de Direito Privado do tribunal e é responsável por definir a jurisprudência da corte na matéria.
Em despacho do dia 30 de agosto, o ministro Salomão afirma que a decisão sobre se a matéria é de fato ou de direito vai afetar todos os milhares de recursos que tramitam no Judiciário sobre o assunto. Por isso seria importante que a jurisprudência de Direito Privado do STJ fosse fixada definitivamente.
No entanto, no despacho da quinta, o ministro que, “melhor analisando o tema, percebe-se que se trata de matéria processual, comum, portanto, a todas as seções do STJ”. Ele lista, então, uma série de julgados da 1ª Seção, que trata de Direito Público, em que o tema é o uso da Tabela Price em contratos de financiamento.
REsp 1.124.552

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Notícias da Justiça e do Direito nos jornais desta quinta-feira

Notícias da Justiça e do Direito nos jornais desta quinta-feira

O advogado do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, disse nessa quarta-feira (19/11) que não se faz obra pública no Brasil sem “acerto” e que quem nega isso “desconhece a história do país”. Ele também disse que os empresários detidos na operação "lava jato" são “vítimas da cultura política do país”, e que seu cliente é inocente. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Lavagem dedinheiro
A Polícia Federal investiga a conexão entre o esquema de corrupção revelado pela operação "lava jato" e uma empresa de propaganda, a All Win, que foi contratada para campanhas do PT, PSB, PSDB e DEM nas eleições de 2010 — incluindo a de Dilma Rousseff e do então candidato petista ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante (hoje na Casa Civil). A PF suspeita que a All Win seja uma empresa de fachada usada para lavar dinheiro. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Comissão de Ética
A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu abrir um processo administrativo contra o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque por seu envolvimento no caso de desvio de recursos na estatal. Duque é acusado de ter exigido comissão de empreiteiras quando ocupava o cargo. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Libertação de executivos
Camargo Corrêa e UTC Constran negociam acordo com a Justiça para tirar seus executivos da prisão, onde estão devido a investigações da operação "lava jato". Porém, as negociações passam por um impasse. Os procuradores querem que os executivos revelem no acordo atividades ilícitas em outras áreas do governo. Mas os advogados dos diretores consideram inaceitável extrapolar a apuração para além da Petrobras. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Inversão de papéis
Investigadores da "lava jato" acreditam que está em curso de estratégia da defesa de alguns empreiteiros citados na operação juízo final, sétima fase da "lava jato", para neutralizar o peso das acusações dos principais delatores do esquema de propinas e corrupção na Petrobras. De acordo com a PF, a versão dos empresários de que foram alvo de exigências de propinas para ter contratos firmados ou mantidos com a estatal pode ser uma forma de tentar enfraquecer as denúncias e inverter os papéis, colocando-os como vítimas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Documentos da "lava jato"
A Justiça Federal autorizou o compartilhamento dos documentos da operação juízo final com a Receita Federal, o Tribunal de Contas da União, a CGU e o Cade para que os órgãos especializados auxiliem na instrução do processo criminal e que as investigações administrativas possam atender o interesse público. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ajudante de Youssef
Homem da mala do doleiro Alberto Youssef, Rafael Ângulo Lopez negocia com o MP acordo de delação premiada. Lopez tinha como função fazer entregas de valores em dinheiro a clientes vips do esquema de corrupção na Petrobras, além de abastecer contas no exterior. Ele poderá confirmar quem são os principais recebedores do dinheiro desviado da Petrobras de obras superfaturadas e apontar em quais contas foram feitos depósitos de propina. Lopez controlava o cofre de Youssef quando o doleiro não estava em São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Denúncias lava vato
O MPF vai denunciar o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e quatro executivos de três empreiteiras investigados pela operação "lava jato": José Aldemário Pinheiro Filho e Mateus Coutinho de Sá Oliveira (presidente da OAS e vice-presidente do conselho de administração da construtora, respectivamente); João Ricardo Auler (presidente do conselho de administração da Camargo Corrêa); e Ricardo Ribeiro Pessoa (presidente da Engevix). Eles serão formalmente acusados por crimes de corrupção, formação de organização criminosa, fraude à Lei de Licitações e lavagem de dinheiro. As informações são do jornal Valor Econômico.

Delações premiadas
O advogados do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato de Souza Duque pediram à Justiça Federal do Paraná acesso aos depoimentos prestados no âmbito da delação premiada na operação "lava jato" por Alberto Youssef (doleiro), Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da Petrobras), Julio Gerin de Almeida Camargo (consultor e executivo da Toyo Setal), Augusto Ribeiro de Mendonça (Toyo Setal) e Pedro Barusco Filho (gerente da Diretoria de Serviços da Petrobras). Alegam que não poderão fazer a ampla defesa do cliente sem saber quais são exatamente as acusações contra ele. As informações são do jornal O Globo.

Colaboração com a Justiça
O advogado Antonio Figueiredo Basto, que representa o doleiro Alberto Youssef, disse nessa quarta-feira (19/11) ao Globo que o doleiro poderia ser condenado a até 300 anos de cadeia, se não tivesse optado pela delação premiada, ou colaboração com a Justiça, como ele prefere se referir ao acordo entre seu cliente e a Justiça Federal do Paraná. A investigação é sobre desvios superiores a R$ 10 bilhões da Petrobras. As informações são do jornal O Globo.

Licitações da Petrobras
Em audiência pública na CPI mista da Petrobras, o secretário de Fiscalização de Obras para a Área de Energia do TCU Rafael Jardim Cavalcante afirmou que mais de 60% das contratações de bens pela Petrobras nos últimos quatro anos foram feitas sem licitação. Não entram nesse cálculo serviços e obras. O secretário do TCU não quis detalhar quais seriam as fontes do dado apresentado. A auditoria ainda está em andamento. As informações são do jornal O Globo.

Condenados no mensalão
O MPF quer explicações do comandante do Exército, general Enzo Peri, e cobra que sejam cassadas as medalhas de honra concedidas pela Força a cinco condenados no processo do mensalão. Os ex-deputados José Genoino (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Roberto Jefferson (PTB-RJ) receberam, nos últimos anos, a Medalha do Pacificador. O quinto condecorado ameaçado de perder a honraria é o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. A medalha concedida a ele é a de Grande Oficial da Ordem do Mérito Militar. As informações são do jornal O Globo.

Foro privilegiado
O STF começou nessa quarta-feira (19/11), a analisar se agentes públicos acusados de improbidade administrativa têm direito ao chamado foro privilegiado nesse tipo de processo. Atualmente, essa prerrogativa é restrita a ações penais e não abrangem casos na área cível, como os de improbidade. A análise no plenário do STF foi interrompida por um pedido de vistas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Porte de armas
Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que altera o Estatuto do Desarmamento, proposto pelo deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC). Para ele, a legislação atual “tem contribuído significativamente para elevar o índice de homicídios no Brasil, desarmando o cidadão do bem e dando cada vez mais a sensação de potência ao bandido”. A proposta estabelece aumento do tempo de vigência do registro da arma de fogo, redução da idade mínima para acesso ao armamento, maior facilidade de autorização para andar armado na rua e aumento no limite de armas e munições adquiridas anualmente por civis, entre outros pontos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Salários da USP
O MP-SP aguarda há seis meses informações da USP sobre o pagamento de salários acima do teto constitucional. O inquérito foi aberto para investigar eventuais irregularidades no pagamento dos altos vencimentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pesquisas eleitorais
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado votará na semana que vem PEC que proíbe a divulgação de pesquisas eleitorais nos 15 dias que antecedem a eleição. O argumento é que os levantamentos interferem nos resultados do pleito. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Juristas criticam PEC
Juristas criticaram a PEC que tramita no Congresso e proíbe a divulgação de pesquisas eleitorais nos 15 dias que antecedem o pleito em primeiro e segundo turnos. Para o jurista e professor da Uerj, Gustavo Binenbojm, “não se pode corrigir uma anomalia criando uma maior”. De acordo com o ministro aposentado do STF Carlos Ayres Britto, “para o eleitor se assumir como soberano, ele necessita do máximo de informações. O acesso à informação não pode ser relativizado”. As informações são do jornal O Globo.

Corrupção nos Correios
A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de Omar de Assis Moreira, num condomínio na Barra, na última sexta-feira, para tentar obter dados que comprovem a denúncia do esquema de fraude que envolveria 12 hospitais credenciados pelo plano de saúde dos Correios. Moreira foi afastado da direção regional dos Correios e teve seus bens bloqueados na última sexta-feira, por decisão da 3ª Vara Criminal Federal. Ele foi denunciado pelo MPF pelos crimes de peculato — quando o funcionário público se apropria ou desvia dinheiro ou qualquer outro bem em razão do cargo —, formação de quadrilha e corrupção passiva. As informações são do jornal O Globo.

Benefícios fiscais
Para o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), a insegurança jurídica em relação aos benefícios fiscais concedidos pelos estados continuará mesmo após a aprovação do projeto de lei que permite a validação e prorrogação dos incentivos, em tramitação no Congresso Nacional. Convênio já firmado no órgão condiciona a convalidação dos benefícios existentes à aprovação do "pacote antiguerra fiscal". Ele inclui a redução e unificação das alíquotas de ICMS, que hoje variam de Estado para Estado, e a criação de um fundo de compensação para as perdas dos entes. As informações são do jornal Valor Econômico.

Guerra fiscal
O STF abriu uma exceção ao analisar benefício fiscal concedido pelo estado do Ceará sem anuência do Confaz. Apesar de considerá-lo inconstitucional, os ministros mantiveram o incentivo e deram prazo de um ano para a questão ser regularizada no órgão que reúne os secretários da Fazenda de todo o país. As informações são do jornal Valor Econômico.

Ditadura militar
Os presidentes dos clubes militar, naval e da Aeronáutica, que representam militares da reserva, entraram com uma ação ordinária na Justiça Federal contra a Comissão Nacional da Verdade. Os militares da reserva afirmam que a resolução nº 2 da CNV, promulgada em agosto de 2012, restringiu as investigações da comissão aos agentes públicos. A ação pede que a resolução seja declarada ilegal pela Justiça "por violar os princípios constitucionais da legalidade, isonomia e da impessoalidade". Os clubes acusam ainda a comissão de atuar "contra a própria lei que a criou", restringindo sua apuração ao período da ditadura militar (1964 a 1985). As informações são do jornal Valor Econômico.

Farmacêuticos e estudantes do curso de farmácia protestam contra MP 653/14

Farmacêuticos e estudantes do curso de farmácia protestam contra MP 653/14

Farmacuticos e estudantes do curso de farmcia protestam contra MP 65314
Profissionais e estudantes do curso de farmácia de diversas instituições de ensino de Manaus se mobilizaram durante toda terça-feira (18), na frente da Sede do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Amazonas (CRF/AM) para realização de ato contra a Medida Provisória 653[1]/2014, que flexibiliza a presença do farmacêutico em pequenas farmácias. A MP vai contra a Lei[2]13.021[3]/2014, que reconhece a presença obrigatória de farmacêutico formado e transforma as drogarias em estabelecimentos de saúde.
Nesta quarta-feira (19), em Brasília, uma comissão mista do Senado votará a favor ou contra o relatório sobre a Medida Provisória (MP). Entidades farmacêuticas de todo o Brasil, incluindo o CRF/AM e Sindicato dos Farmacêuticos do Amazonas (SINFAR/AM) protestam contra as concessões ao setor varejista.
O relator da comissão mista, deputado federal Manoel Junior (PMDB/PB), reconhece que a presença obrigatória de farmacêutico, conforme determina a Lei13.021[4]/2014, torna a dispensação dos medicamentos mais segura e de melhor qualidade. No entanto, sob a alegação, sem comprovação, de que há déficit de profissionais para atender a demanda e dificuldades de cumprimento da norma por pequenas farmácias, ele propõe que:
  1. Qualquer farmácia enquadrada como micro ou pequena empresa possa dispor de técnico como responsável, independentemente da sua localização;
  2. Os CRFs não possam mais multar farmácias irregulares, mas apenas profissionais em situação contrária à lei;
  3. Farmácias enquadradas como pequenas ou micro possam dispor de “assistência remota” de farmacêutico.
Ele sugere ainda que a validade da licença, hoje estabelecida em um ano, seja fixada pela autoridade sanitária local, podendo ser revalidada por períodos iguais e sucessivos.
Ednilza Guedes, afirma, “Estaremos lutando contra a MP para que essa lei não seja aprovada. Vamos estar durante a manhã e a tarde em frente ao CRF/AM convocando nossos colegas farmacêuticos para que lutem contra um retrocesso legislativo que com certeza será prejudicial à saúde da população brasileira. Os farmacêuticos do Amazonas estão atentos e se unindo a categoria nacional para que tudo que conquistamos até hoje não tenha nenhuma validade”.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Amazonas, Dra. Cecília Motta Leite, a ideia é chamar atenção por meio da manifestação de profissionais e estudantes de farmácia para sensibilizar o Senado para evitar que a população perca o acesso a assistência farmacêutica. “Com a MP aprovada, as farmácias poderão prestar assistência farmacêutica remota e cerca de 50 (cinquenta) mil farmacêuticos ficarão desempregados em todo país, acabando com a fiscalização dos CRFs. O parecer ignora a assistência farmacêutica e a população é que sofrerá sem poder usufruir do serviço”, observa Cecília.
A manifestação continua na quarta-feira, dia da votação em Brasília e irá percorrer as Universidades e Faculdades que oferecerem o curso de farmácia convocando estudantes para participarem do ato de indignação à votação da MP 653[5]/14.
Perguntei a uma estudante do curso de Farmácia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), qual a sua opinião sobre a Medida Provisória, ela respondeu:
"Eu acho que não deveria ser cogitado a possibilidade de não ser necessário um farmacêutico enquanto o estabelecimento de saúde estivesse aberto, pois, a presença do profissional de farmácia é de suma importância, contribuindo para a saúde da população, através dos conhecimentos adquiridos durante a graduação. É fato de que ninguém além do farmacêutico tenha um conhecimento íntegro sobre os medicamentos". E completa, "Caso a Medida Provisória seja aprovada, irei desistir do curso, visto que a maior área de atuação do farmacêutico, é na farmácia".

References

  1. ^ MEDIDA PROVISÓRIA Nº 653, DE 8 DE AGOSTO DE 2014. (www.jusbrasil.com.br)
  2. ^ Lei (www.planalto.gov.br)
  3. ^ LEI Nº 13.021, DE 8 AGOSTO DE 2014. (www.jusbrasil.com.br)
  4. ^ LEI Nº 13.021, DE 8 AGOSTO DE 2014. (www.jusbrasil.com.br)
  5. ^ MEDIDA PROVISÓRIA Nº 653, DE 8 DE AGOSTO DE 2014. (www.jusbrasil.com.br)
  6. ^ http://acritica.uol.com.br/ (acritica.uol.com.br)

OAB-RS quer ser amicus curiae em processos de juíza que negou sucumbência

OAB-RS quer ser amicus curiae em processos de juíza que negou sucumbência


20 de novembro de 2014, 15h31
A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Sul pediu o ingresso como amicus curiae em todos os processos relacionados às decisões proferidas pela juíza Catarina Volkart Pinto, da 2ª Vara Federal de Novo Hamburgo. O pedido se deu porque ela destinou os honrários de sucumbência à parte, não ao advogado — incidentalmente, a juíza declarou inconstitucionais os artigos 22 e 23 do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994).
O instituto do amicus curiae é uma intervenção assistencial em processos de controle de constitucionalidade por parte de entidades que tenham representatividade para se manifestar sobre questão de direito pertinente à controvérsia constitucional — não trata-se de parte, apenas de interessado na ação.
A medida seguiu parecer da Procuradoria Regional de Defesa Prerrogativas da seccional, que reafirmou que os honorários, assim como os subsídios do juiz, têm caráter alimentar, não compensáveis e são fundamentais para a vida do profissional da advocacia. O presidente da OAB-RS Marcelo Bertoluci deisse que entidade está amparada no artigo 22, parágrafo 4º, do Estatuto da Advocacia.
“Essa matéria jurisdicional está absolutamente vencida e pacificada por inúmeras decisões do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região e do Supremo Tribunal Federal, que tem afirmado que os honorários de sucumbência pertencem ao advogado, tendo ele o direito autônomo para executar a sentença”, disse o vice-presidente do Conselho Federal da OAB Claudio Lamachia. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-RS.

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Revista Consultor Jurídico, 20 de novembro de 2014, 15h31

References

  1. ^ Topo da página (www.conjur.com.br)

Siro Darlan: Fatos ocorridos no século I AC parecem tão atuais

Siro Darlan: Fatos ocorridos no século I AC parecem tão atuais

O grande advogado e tribuno Marco Tulio Cícero combateu a tirania em Roma tentando impedir que o ditador Zsila voltasse a presidir o Senado Provincial. Zsila que já havia sido presidente antes não podia ser candidato porque a leis de Roma não permitiam essa recondução. Cícero afirmava que a experiência anterior teria sido sob o aspecto ético e moral muito prejudicial porque o cofre da República havia ficado combalido com obras desnecessárias e superfaturadas, o poder havia sido utilizado para favorecer amantes e concubinas e havia em Roma uma corrente de favorecidos que pleiteavam a volta daquele que nunca havia de fato abandonado o poder, já que fora sucedido por dois governantes muito fracos que continuaram sendo manipulados por Zsila.
Enquanto Cícero exortava o eleitorado romano a praticar a virtude e a economia, sem se deixar levar pelas promessas de privilégios e favores, Marianus, o longa manos do ditador conspirava contra a Constituição alterando os dispositivos que vedavam o retorno do indesejado. Os representantes do povo bradavam para os eleitores; “Sejam homens e não gados”. Os tribunos do Senado Provincial revoltados com as articulações de Marianus recorreram ao “Senatus Supremus” para fazer prevalecer os princípios morais e da anualidade nas eleições, mas o poderoso ditador articulou para que o recurso fosse redistribuído para Supremo Senador Patricius, que inclusive era oriundo do mesmo Senado Provincial.
A expectativa era grande porque embora fossem conterrâneos, Zsila havia conspirado para que Patricius não fosse promovido ao Supremus Senatus, o que só foi possível graças ao poder de influência de Dirceu, um poderoso articulador político que acabou na prisão.
Cícero revoltado com mais essa manobra protestou: “Isso é inconstitucional, uma afronta ao povo livre, não pode ser promulgado”. Após examinar as Doze Tábuas do Direito Romano, concluíram que deveriam denunciar aqueles que violam as leis em proveito pessoal, sem pensar num projeto institucional, conclamando que deveriam evitar a volta se Zsila ao poder, mesmo ao custo de suas vidas. O povo respondia com palavras como “Honra, lei e Justiça”!
Cícero proclamava entusiasmado “Renunciem aos seus lucros pelo bem de Roma! Afastem-se de nós, para podermos recuperar nossa honra, nossa liberdade e nossa lei!”. Considerando aquela parcela do povo prejudicado pelos agentes do ditador, Cícero conclamou-os dizendo: “A nação está falida e em perigo e, portanto, eu lhes rogo que dispensem os favores até agora despejados e os prometidos, por sua própria vontade, pelo amor da ética, e honra do Senado Provincial Romano”.
Embora em Roma não houvesse censura sobre o que se podia ler, pois se acreditava na liberdade de expressão e de publicação e a lei proibisse a censura, o governo de Marianus foi marcado por uma forte censura a obras de artes e os guardas controlavam tudo que os homens liam, escreviam ou falavam. Testemunhando esses abusos, Cicero escreveu; “No entanto, embora seja homem de posses, não há limites para sua ambição. Certamente é mau que os mais altos cargos sejam comprados! A lei que permite esse abuso torna a fortuna mais importante do que a nobreza num político e, então, todo o Estado se torna avaro. Pois sempre que os chefes de Estado consideram alguma coisa honrada, os cidadãos certamente seguem o seu exemplo; e quando a capacidade não ocupa o primeiro lugar, não há verdadeira aristocracia de mente e de espírito.”
Esses fatos estão narrados como ocorridos no século I AC, mas parecem tão atuais e semelhantes. O poder e a lei não são sinônimos, na verdade, frequentemente são opostos e irreconciliáveis. Existe a Lei de Deus, da qual surgem todas as leis de equidade do homem, segundo os quais os homens devem viver, se não quiserem morrer na opressão, no caos, no desespero. No plano de uma sociedade civilizada fazemos uma Constituição, que muitas vezes é vilipendiada por ditadores, homens que ambicionam o poder pelo poder com o fim único de oprimir os outros homens.
Siro Darlan de Oliveira[1] é desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e Coordenador Rio da Associação Juízes para a Democracia.

References

  1. ^ Siro Darlan de Oliveira (www.conjur.com.br)