Apresentação

Mostrando postagens com marcador segurança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador segurança. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de dezembro de 2014

Câmara pede ao Ministério da Justiça proteção policial para ex-gerente da Petrobras

Câmara pede ao Ministério da Justiça proteção policial para ex-gerente da Petrobras

A Câmara dos Deputados encaminhou no início da noite ao Ministério da Justiça ofício pedindo proteção da Polícia Federal para a ex-gerente executiva da Diretoria de Refino e Abastecimento da Petrobras Venina Velosa da Fonseca.
Segundo notícia divulgada pelo jornal Valor Econômico na edição de hoje, Venina teria alertado a direção da estatal sobre um esquema de corrupção na empresa e, em função disso, teria sido perseguida, ameaçada de morte, transferida para um escritório da petrolífera em Cingapura, na Ásia, e depois afastada de suas funções.
O pedido de proteção policial foi feito pelo líder da minoria no Congresso, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), ao presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), em função da publicação da matéria com as denúncias, e-mails e relatórios de alerta que teriam sido feitos pela ex-gerente.
Ao receber a solicitação, o secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara, Mozart Vianna, comunicou o fato ao presidente em exercício da Casa, deputado Arlindo Chinaglia, que o orientou a encaminhar ofício ao chefe de gabinete do Ministério da Justiça, solicitando a proteção policial para a geóloga Venina Velosa da Fonseca, o que foi feito por Vianna.
"Em face da contundência dos fatos, solicitamos a Vossa Excelência que envide todos os esforços necessários - em nome da Câmara dos Deputados - junto ao Sr. Ministro de Estado da Justiça, com vistas a que sejam adotadas as providências cabíveis para assegurar a proteção desta cidadã e sua família, vez que ela - de forma corajosa e antes mesmo da Operação Lava Jato da Polícia Federal se tornar pública - já havia se posicionado no sentido de denunciar os graves casos de corrupção instalados na Petrobras", afirmou o líder Ronaldo Caiado.
Nota da Petrobras
Em nota de esclarecimento, a Petrobras informou que instaurou comissões internas em 2008 e 2009 para “averiguar indícios de irregularidades em contratos e pagamentos efetuados pela gerência de Comunicação do Abastecimento”. E acrescenta: “O ex-gerente da área foi demitido por justa causa em 3 de abril de 2009, por desrespeito aos procedimentos de contratação da companhia. Porém, a demissão não foi efetivada naquela ocasião porque seu contrato de trabalho estava suspenso, em virtude de afastamento por licença médica, vindo a ocorrer em 2013. O resultado das análises foi encaminhado às autoridades competentes”.


Da Redação – Regina Céli Assumpção
Com informações da Agência Brasil

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

"Acidentes acontecem", diz autor de projeto que permite porte de armas

"Acidentes acontecem", diz autor de projeto que permite porte de armas

Por David Shalom
Desde que o Estatuto do Desarmamento[1] entrou em vigor, em 2004, dezenas de projetos tramitaram no Congresso Nacional tentando derrubá-lo. Entretanto, nenhum deles se aproximou tanto de atingir o objetivo quanto o Projeto de Lei 3722/2012, de autoria do deputado federal Rogério "Peninha" Mendonça. Com o objetivo de trazer de volta à legalidade o porte de armas e facilitar a aquisição de revólveres e afins a interessados, o PL deve ser votado ainda nesta quarta-feira (10) por uma Comissão Especial do Legislativo. Caso aprovado, será encaminhado ao Senado e, posteriormente, à presidente, a quem cabe a decisão de sancioná-lo.
"Se vetarmos armas, logo logo vamos fazer o mesmo com carros", diz o peemedebista Peninha, ao comparar a letalidade de automóveis à de revólveres e pistolas. "Na minha cidade, no interior catarinense, outro dia uma mulher foi dar ré e atropelou o próprio filho. Ou seja, não é só a arma de fogo que mata. Na minha opinião, ela mais protege e, se estiver guardada, com munição separada, só traz aspectos positivos à vida do portador. Mas acidentes acontecem."
Sancionada pelo então presidente da República Luís Inácio Lula da Silva no dia 22 de dezembro de 2003, a Lei 10.826[2] aumentou a rigidez do controle de armas no País em relação à norma anterior, a 9437[3]/97 – responsável por criar o Sistema Nacional de Armas, cujo objetivo foi dificultar o acesso a esses objetos e criar um controle maior sobre seus registros e portes no País.
Assim, de 2004 anos para ca, civis passaram a ter direito a armas de fogo somente quando guardadas em suas residências ou locais de trabalho. Circular com elas pelas ruas, mesmo em veículos particulares, passou a ser proibido. Campanhas de desarmamento foram promovidas com ampla divulgação do governo, levando parte da população até então armada a abrir mão de seu "arsenal".
De acordo com dados do Ministério da Justiça, de 2004 até o último domingo (7), 662.147 armas foram entregues por civis ao governo em troca de incentivo financeiro. Obstáculos também se somaram para dificultar ainda mais a aquisição de armamentos de fogo por civis, que passaram a enfrentar burocracia de meses para consegui-los e, em parte das vezes, viram a solicitação de porte vetada pelas autoridades.
É o que procura mudar o novo Projeto de Lei. Além do porte e da facilidade de aquisição, o PL aumenta de seis para nove o número de armas que cada cidadão pode ter; revoga a possibilidade de perda de porte caso o dono esteja embriagado com uma arma; derruba os testes periódicos que comprovam a aptidão da pessoa de continuar usando-a; eleva de 50 para 600 o número de munições que podem ser compradas anualmente; e reduz de 25 para 21 anos a idade mínima para se solicitar o porte.
O discurso dos defensores da medida é embasado principalmente no fato de, teoricamente, o projeto respeitar o desejo da maioria da população em relação ao tema. Para isso, tanto legisladores quanto representantes da sociedade civil citam enquetes virtuais, além do próprio Referendo de 2005, quando 63,94% da população brasileira votou contra a proibição total de vendas de armas a civis (mantendo a lei estabelecida no Estatuto do Desarmamento[4]).
"O projeto do Peninha traz controles, fiscalização, e, principalmente, garante a aplicação daquilo que ficou provado no Referendo: a garantia de que o cidadão que queira ter armas as tenha", diz Bené Barbosa, presidente do Viva Brasil, um dos movimentos que defendem abertamente o uso de armas pela população como medida de proteção pessoal.
O grupo mantém uma campanha permanente em sua página na internet solicitando que seus apoiadores votem em enquetes promovidas pelo Legislativo a respeito do assunto. Até terça-feira (9), pesquisa no site da Câmara dos Deputados contava um total de 204.790 votos sobre o tema – 86,48% deles favoráveis à revogação das regras atuais.
"Sem arma, seja na rua, em casa ou em qualquer outro lugar, a chance de proteção é zero. E a população entendeu isso em 2005, quando foi chamada, obrigada pelo próprio governo a votar e depois viu o Estatuto ser mantido em vigor. Se o voto popular é o que vale temos de respeitá-lo."
"Bancada da bala"
Com a iminência da votação pela Comissão Especial, dezenas de ONGs (Organizações Não-Governamentais) se juntaram para fazer um apelo contra a revogação das regras atuais. No final de novembro, o Instituto Sou da Paz, que participou ativamente da elaboração do Estatuto mais de uma década atrás, protocolou uma carta aberta endereçada ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), e ao presidente da Comissão Especial que analisa a questão, Marcos Montes (PSD/MG), pedindo a rejeição do projeto.
Também assinam o documento outras organizações de direitos humanos, como a Conectas, a Viva Rio, o Instituto Igarapé, além de especialistas em segurança pública, como André Garcia, Álvaro Fajardo, Luiz Eduardo Soares e Renato Sergio Lima.
"Um dos maiores avanços do Estatuto foi a proibição do porte de armas para civis. A reação armada a assaltos é, em geral, mal-sucedida. Mesmo policiais treinados morrem reagindo. Todos os especialistas em segurança pública concordam com isso. E a forma como a indústria apela para dizer que o porte leva segurança ao portador é um conceito muito falso", avalia Bruno Langeani, coordenador de Sistemas de Justiça e Segurança Pública do Sou da Paz.
"Também existe o problema de o projeto não ter passado pelas comissões necessárias (de Segurança Pública, de Direitos Humanos, da Comissão deConstituição[5], Justiça e Cidadania). Assim, ele se focou em ouvir colecionadores de armas, associações de pecuaristas, representantes da indústria de armas, ou seja, gente que não tem nada a ver com o assunto. Os atores de real importância, como secretários de segurança pública e o próprio Exército, foram ignorados."
As ONGs contrárias ao Projeto de Lei também enfatizam a ligação dos deputados da Comissão com a indústria armamentista, tornando-a parcial. No total, dez dos 19 legisladores titulares que debatem a medida foram financiados por empresas do setor nas Eleições de 2010, 2014 ou em ambas. Entre eles, o presidente, Marcos Montes (PSD/MG); o 1º vice-presidente, Guilherme Campos (PSD/SP); e o 2º vice-presidente, João Campos (PSDB/GO).
"Nunca fui motivado por ninguém ligado à indústria e jamais recebi sequer um tostão dela", ameniza "Peninha", o autor do projeto. "Evidentemente, a indústria quer uma mudança na lei para vender mais. Mas o problema é que o Estatuto atual só fortalece o contrabando. Como o bandido, o marginal, consegue armas? Ora, obviamente este Estatuto acaba sendo aplicado apenas contra o cidadão comum, porque o cara contra a lei sempre consegue uma forma de adquirir a sua arma."
Não é, no entanto, o que mostram estudos do Sou da Paz. Pesquisa encomendada há um ano, por exemplo, mostrou que 78% de todas as armas apreendidas no Brasil são de origem nacional. Em sua maioria, fabricadas antes da aplicação do Estatuto do Desarmamento[6].
Além disso, diferente do estudo "Banir armas poderia reduzir assassinatos e suicídios?", publicado pela distante mas eminente Universidade Harvard, dos EUA, e usado como embasamento pelos defensores do uso de armas de fogo no País para mostrar a suposta falta de relação direta entre liberdade de porte e número de homicídios, o Sou da Paz e seus parceiros se defendem citando outra pesquisa, nacional, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicada em 2013. Segundo ela, o índice de mortes por armas de fogo caiu 12,6% em dez anos no País, do início da restrição às armas em território brasileiro até o ano passado.
"O Estado com mais cidadãos armados não tem menos crimes. Não há correlação entre os dois, o que já está mais do que provado" , diz Langeani. "Agora, em relação aos homicídios, fica claro que quanto mais armas, mais mortes. E é isso o que queremos evitar."

References

  1. ^ LEI No 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003. (www.jusbrasil.com.br)
  2. ^ LEI No 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003. (www.jusbrasil.com.br)
  3. ^ Lei nº 9.437, de 20 de fevereiro de 1997. (www.jusbrasil.com.br)
  4. ^ LEI No 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003. (www.jusbrasil.com.br)
  5. ^ CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 (www.jusbrasil.com.br)
  6. ^ LEI No 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003. (www.jusbrasil.com.br)
  7. ^ FONTE (ultimosegundo.ig.com.br)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Contran torna obrigatório sistema ABS ou CBS no freio de moto nova

Contran torna obrigatório sistema ABS ou CBS no freio de moto nova

Eles ajudam na frenagem e começam a ser exigidos em 2016. Inicialmente, serão para 10% desses veículos; em 2019, chegarão a 100%

Fonte: G1

Comentários: (0)


O Conselho Nacional de Trânsito determinou, em resolução publicada nesta terça-feira (9), que motos deverão sair de fábrica com sistemas que auxiliam na frenagem. Eles serão exigidos, de forma escalonada, a partir de 2016. Primeiro, para 10% das motocicletas novas. Até 2019, chegarão a 100%.
As motos novas que têm menos de 300 cc poderão ser equipadas com freios ABS, como o dos carros, que evita o travamento das rodas (veja no vídeo acima), ou com o CBS, que distribui proporcionalmente a força de frenagem para as duas rodas, a fim de garantir uma desaceleração rápida e segura.
Para motos com mais de 300 cc será obrigatório o ABS. Em motos de alta cilindrada, o sistema de freios ABS já está presente na maioria dos modelos. BMW, Harley-Davidson, Ducati e Triumph possuem ABS em toda sua linha vendida no Brasil.
O que é o ABS
O Anti-lock Braking System (sistema antitravamento de freios, em português), obrigatório desde janeiro deste ano para carros novos, impede que as rodas travem na frenagem brusca. Para o especialista em motos Roberto Agresti, colunista do G1, "testes em piso seco e condição de pavimentação ideal que comparam os espaços de frenagem de uma moto dotada de ABS e outra sem – e com um piloto habilidoso ao guidão – não resultam em grande diferença; contudo, a situação muda de figura se atrás do guidão estiver alguém inexperiente e/ou nem tão hábil, e, principalmente, se o chão estiver molhado".
O ABS permite frear forte a moto sem que a roda traseira levante. Ao acioná-lo, a alavanca do freio ou o próprio pedal podem trepidar, o que é normal.
O que é o CBS
CBS é sigla em inglês para "Combined Braking System" (sistema de freios combinados, em tradução livre). É mais barato e também diferente do ABS. Enquanto nos freios tradicionais existem acionadores independentes para frear a roda da frente (manete direito) e a traseira (pedal), o sistema combinado reparte a força de atuação entre os dois eixos.
A ideia do CBS é corrigir o mau hábito dos motociclistas de usar somente o freio traseiro, quando o ideal é acionar os dois, já que a maior parte do poder de frenagem de uma motocicleta está na dianteira. Com o sistema, a moto consegue parar antes.
O acionamento do freio combinado ocorre de maneira progressiva. É necessário pressionar o pedal com força, utilizando todo o seu curso, para entrar em ação a frenagem na roda dianteira. Com leves toques sobre o pedal, a força fica apenas na roda traseira.
Quando começa a valer
Veja o calendário de adoção dos sistemas, segundo a resolução 509 do Contran: - a partir de 1º de janeiro de 2016: 10% da produção ou importação; - a partir de 1º de janeiro de 2017: 30% da produção ou importação; - a partir de 1º de janeiro de 2018: 60% da produção ou importação; - a partir de 1º de janeiro de 2019: 100% da produção ou importação. Estão dispensados dessa exigência veículos de uso exclusivo fora de estrada (off-road), militares, artesanais e cicloelétricos com potência até 4 kW e que não ultrapassem a velocidade de 50 km/h.
Custo da moto
Para a associação dos fabricantes, a Abraciclo, a indústria brasileira já tem capacidade de ser adequar à exigência. "Esta novidade trará mais segurança aos usuários. A norma é similar à existente na Europa", diz o diretor-executivo José Eduardo Gonçalves. Ele afirmou que "ainda é cedo" para saber o impacto da exigência desses equipamentos no preço das motos.
Segundo a Honda, que detém 80,4% do mercado brasileiro de motocicletas, a diferença de valor de uma moto com e outra sem ABS é de cerca de R$ 1,5 mil.
Recentemente, a montadora japonesa lançou uma versão da CG 150, moto mais vendida do país, com CBS. É o primeiro modelo de moto de baixa cilindrada com o sistema e o preço do modelo com esse item aumentou em R$ 180. Veja como ele funciona no vídeo abaixo.
Antes da CG 150 Titan, apenas scooters de baixa cilindrada possuíam o sistema no Brasil. O modelo a inaugurar o sistema foi o Honda Lead e, posteriormente, a Dafra equipou o Citycom 300i com o CBS. O próximo lançamento da marca brasileira, o Cityclass 200i, também terá o dispositivo de frenagem.
Como é a regra na Europa
A partir de 2016, todas as motos novas na Europa, com motores de cilindrada superiores a 125 cc, terão que possuir freios do tipo ABS, que evitam o travamento das rodas em frenagens bruscas.
Para modelos com tamanho de motores inferiores a 125 cc, será mandatório o ABS ou o CBS, que "reparte" a força da frenagem entre as rodas – a escolha de um deles pode ser feita pelo fabricante.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Desenvolvimento Urbano aprova texto que reforça segurança em casas de show

Desenvolvimento Urbano aprova texto que reforça segurança em casas de show

Arquivo/ Leonardo Prado
Mauro Mariani
Mariani: todas as proposições reunidas buscam evitar que se repitam desastres como o incêndio da Boate Kiss.
A Comissão de Desenvolvimento Urbano aprovou um texto que reúne 18 projetos de lei que reforçam a segurança em boates, casas de shows, bares e restaurantes em locais fechados. O trabalho dos deputados foi intensificado após a tragédia na boate Kiss, que matou 242 pessoas, em Santa Maria (RS). Todos os projetos foram aprovados pela comissão.
O relator Mauro Mariani (PMDB-SC) apresentou um texto substitutivo aos 18 projetos e atribuiu maior poder aos Corpos de Bombeiros. Além de combater os incêndios em bares e boates, os bombeiros serão responsáveis por autorizar reformas em casas de show e aplicar multa de até R$1, 3 milhão, por exemplo.
O relator ressalta que “todas as proposições reunidas nesse processo buscam, de alguma forma, evitar que desastres como o incêndio da Boate Kiss, ocorrido em Santa Maria (RS) em janeiro de 2013, se repitam.”
Na ocasião, morreram 242 pessoas, “em acidente que reuniu imprudência e irresponsabilidade dos proprietários do estabelecimento, falta de controle governamental da segurança dos estabelecimentos e outros graves problemas”, acrescentou Mariani.
Exigências
Fica estabelecido que esses empreendimentos somente podem funcionar mediante alvará expedido pela autoridade competente, cuja cópia deve ser afixada em local visível ao público na entrada do estabelecimento, juntamente com a indicação da lotação máxima permitida.
Após a concessão do alvará de funcionamento, não poderão ser feitas alterações na estrutura física ou que coloquem em risco a segurança, sem autorização prévia do órgão competente, precedida de vistoria técnica. O órgão responsável fixará o prazo de validade do alvará.
O projeto principal (PL 4923/13) é de autoria da deputada Nilda Gondim (PMDB-PB), e exige do poder público e de empresários o empenho em garantir a segurança nos momentos de lazer.
A proposta determina que os estabelecimentos fechados tenham, pelo menos, duas saídas de emergência, chuveiros especiais para controlar incêndio, e licença para funcionamento.
A deputada explica como serão feitas as obras: "Se o empresário quiser fazer uma reforma, ampliar estabelecimento, ele tem de ampliar com permissão do órgão competente, com o engenheiro competente e autorizado, porque muitas vezes as pessoas dizem: não eu vou ampliar, eu vou reformar, sem a apreciação de um engenheiro competente."
Poder de polícia dos bombeiros 
O coronel Ferreira, responsável pela fiscalização no Distrito Federal, acredita que o projeto reforça a segurança em boates e bares, pois fortalece o poder de polícia dos bombeiros. "Ele cria algumas obrigatoriedades, por exemplo, em nível nacional de ter a figura do brigadista de incêndio nesses locais. O poder de polícia dos corpos de bombeiros que é fortalecido, porque fica muito claro que eles podem multar toda edificação que não cumprir essa exigência de segurança contra incêndio e pânico."
De acordo com o coronel, um dos grandes problemas enfrentados pelos bombeiros é a falta de fiscalização posterior ao alvará. "Temos históricos de vistorias muito bem realizadas nas quais as normas são seguidas e obedecidas durante o processo de habilitação e de licenciamento, mas, logo após a vistoria do órgão competente, o Corpo de Bombeiros, o layout interno nas casas de show, por exemplo, e as condições de segurança são totalmente reconfigurados. Desse modo, os Corpos de Bombeiros só tem como descobrir essa situação por denúncias anônimas ou pelas vistorias inopinadas."
Brigadista
Ferreira também destaca o papel dos brigadistas no sistema de segurança de locais fechados. "Outro sistema importante é o brigadista de incêndio. O brigadista atua em várias frentes de trabalho: ele auxilia no combate ao princípio de incêndio, ele é fundamental na evacuação do local. E quando as guarnições do corpo de bombeiros chegam para atuar, ele passa todas as informações necessárias para os corpos de bombeiros."
Tramitação
O projeto seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ir a Plenário.


Íntegra da proposta:

Reportagem - Emanuelle Brasil
Edição – Regina Céli Assumpção

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'