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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Preso vai para regime aberto para poder conciliar pena com trabalho

Preso vai para regime aberto para poder conciliar pena com trabalho


Um homem que deveria prestar serviços comunitários no 26º Batalhão da Polícia Militar paulista conseguiu um Habeas Corpus para ir para o regime aberto, pois o horário da pena alternativa não permitia que ele trabalhasse em seu novo emprego. 
O pedido foi impetrado pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo e julgado pelo Superior Tribunal de Justiça.
O Ministério Público pediu a conversão da pena por outra compatível com a nova atividade do condenado. Porém, o juízo da execução penal acabou fixando o regime fechado, sem nenhum fundamento, em desacordo com a condenação e sem dar ao condenado a oportunidade de se justificar.
O ministro Rogerio Schietti Cruz (foto) classificou como “teratologia patente” a colocação do apenado em regime fechado pelo juiz da Vara das Execuções Penais. Segundo o ministro, relator do HC em favor do preso, a prévia intimação dele para justificar o descumprimento das condições estabelecidas era imprescindível.
Schietti apontou uma série de ilegalidades na decisão: ofensas à ampla defesa, à coisa julgada, à individualização da pena, além de flagrante desbordamento da competência prevista na Lei de Execuções Penais e aplicação de dispositivo legal julgado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal há quase nove anos.
O ministro destacou que o homem foi condenado à pena final de dois anos de reclusão em regime aberto por porte ilegal de arma, e estava preso há quatro meses por um crime que sequer admite a decretação de prisão preventiva. Por todas essas razões, concedeu liminar para colocar o condenado em liberdade. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.
Revista Consultor Jurídico, 14 de dezembro de 2014, 17h53

domingo, 14 de dezembro de 2014

Jacini admite que localização de novo semiaberto dificulta mobilidade de presos

Jacini admite que localização de novo semiaberto dificulta mobilidade de presos




Thalyta Andrade
Nova sede fica às margens de rodovia e próximo a saída para o distrito de Panambi (Foto: Divulgação)Nova sede fica às margens de rodovia e próximo a saída para o distrito de Panambi (Foto: Divulgação)
Thalyta Andrade

Localizado às margens da rodovia MS-379, próximo à saída para o distrito de Panambi e ao lado da Phac (Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorim Costa), o novo Estabelecimento Penal Masculino de Regimes Aberto e Semiaberto de Dourados será inaugurado ainda este mês pela Sejusp/MS (Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul).
Com uma área construída de 1,6 mil metros e uma capacidade para abrigar 500 internos, a nova estrutura remove o presídio da região central da cidade, onde por anos o estabelecimento funcionou em um prédio alugado pelo governo do Estado que fica na Vila Planalto, em área nobre e bastante disputada no setor imobiliário.
Em visita à Dourados na sexta-feira (12), o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, admitiu ao Dourados News que ao atender ao apelo da sociedade, o governo acabou por impor uma dificuldade aos detentos no que diz respeito à mobilidade. No regime semiaberto, o preso tem o direito de sair da unidade durante o dia para trabalhar e retorna à noite, após o expediente. Com o novo semiaberto longe de área central da cidade, está criado um impasse.
“Claro que o pessoal do semiaberto vai ter alguma dificuldade, mas acredito que as empresas que contratam eles [os detentos] irão fornecer o transporte e quem sabe até mesmo a prefeitura poderá dentro das licitações estender alguma linha de ônibus urbano passando naquele local que também será de trabalhadores. Isso são detalhes que vão se ajustando durante o tempo”.
A remoção foi um ‘clamor da sociedade’, que criticava a presença da unidade prisional em área residencial acusando um possível risco ofertado por presos que cumprem pena por crimes como tráfico, homicídio, entre outros.
Além disso, uma possível desvalorização dos imóveis no bairro também foi apontado como motivo em campanha que teve a Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados) à frente. Apesar da distância e do impasse, Jacini preferiu colocar amenizar transtornos que possivelmente podem ser causados pela situação.
“De fato o semiaberto tem que estar na área urbana, mas o local para onde ele foi transferido é uma área que hoje exatamente está dentro da área urbana de Dourados. Eu estava vendo mais adiante aqueles distritos que antes ficavam muito longe de Dourados hoje já estão dentro e a Phac está exatamente no meio. São detalhes que vão se ajustando”, finalizou o secretário.
Sede na qual o presídio funciona atualmente, em área nobre, será desativada (Foto: Arquivo/Ademir Almeida)Sede na qual o presídio funciona atualmente, em área nobre, será desativada (Foto: Arquivo/Ademir Almeida)