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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Contagem de prescrição começa com recebimento da denúncia, diz STF

Contagem de prescrição começa com recebimento da denúncia, diz STF

A contagem de tempo para o Estado punir um criminoso vale a partir de quando a denúncia é recebida, e não mais com base na data em que o crime foi cometido. A regra, fixada pela Lei 12.234/2010, foi considerada constitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal na última quarta-feira (10/12), como uma estratégia do legislador para evitar a prescrição.
A Defensoria Pública da União buscava o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva a um militar condenado a um ano de prisão por ter furtado a motocicleta de um colega de farda. Como a denúncia só foi recebida dois anos depois do fato, a Defensoria alegava que o réu não poderia ser mais punido.
Até 2010, o condenado podia usar a pena aplicada como parâmetro para calcular a prescrição entre a data do fato e o recebimento da denúncia. Mas o Superior Tribunal Militar negou o pedido, porque a Lei 12.234/2010 extinguiu essa regra, ao alterar o parágrafo 1º do artigo 110 do Código Penal.
Em Habeas Corpus apresentado ao Supremo, a DPU queria que a corte declarasse a inconstitucionalidade dessa mudança, por entender que a lei “trouxe um alargamento exagerado que fere a razoável duração do processo” e viola os princípios da razoabilidade, da proporcionalidade e da segurança jurídica.
Contagem de prescrição começa com recebimento da denúncia, diz STF Já o relator do processo, ministro Dias Toffoli (foto), avaliou que a alteração legislativa é constitucional, justa e eficaz, pois “veio a se adequar a essa realidade material do Estado na dificuldade de investigar e apresentar uma denúncia a tempo”, reduzindo a probabilidade de que o responsável pelo crime deixe de ser punido.
Tempo flexível
Toffoli avaliou que “os limites temporais da investigação (...) não podem ser condicionados a um prognóstico de imposição de pena no mínimo legal”. “Para bem cumprir sua finalidade, a investigação poderá demandar o tempo que se fizer necessário para a apuração do fato, suas circunstâncias e autoria, respeitado o prazo de prescrição pela pena máxima em abstrato cominada ao delito”, afirmou em um longo voto de quase 50 páginas.
O ministro disse ainda que o legislador tem “legitimidade democrática para escolher os meios que reputar adequados para a consecução de determinados objetivos, desde que não lhe seja vedado pela Constituição e nem viole a proporcionalidade”.
A decisão foi por maioria de votos, vencido o ministro Marco Aurélio. Ele considerou que o Estado deve oferecer infraestrutura à policia judiciária, ao Ministério Público e ao Judiciário, de forma a viabilizar a eficácia do direito que o cidadão tem de ver o término do processo em um prazo razoável. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF.
Clique aqui[1] para ler o relatório e o voto do ministro Toffoli.
HC 122.694

References

  1. ^ aqui (www.stf.jus.br)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Deputado do DEM apresenta queixa-crime contra presidente da Petrobras

Deputado do DEM apresenta queixa-crime contra presidente da Petrobras

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) apresentou hoje ao Ministério Público uma queixa-crime contra a presidente da Petrobras, Graça Foster, por falso testemunho. “Não é mais admissível que uma presidente de uma companhia desse porte venha ao Congresso e minta, omita e esconda informações vitais”, afirmou há pouco durante reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a estatal.
O argumento de Lorenzoni é que Graça Foster, em depoimento na CPMI no dia 11 de junho, negou conhecimento do pagamento de propinas a funcionários da Petrobras, mas confirmou, no último dia 17 de novembro, que a estatal sabia do caso desde março. Segundo ela, após o relato sobre a propina, a SBM foi afastada das licitações da estatal. Os contratos atuais, porém, não sofreram qualquer alteração.
Por causa das declarações de Foster, o PSDB pediu na quinta-feira (19) à Procuradoria da República no Distrito Federal e ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) que ela seja afastada do cargo imediatamente. Na representação, o PSDB afirma que Graça Foster cometeu dois crimes: falso testemunho e prevaricação, que é a omissão do dever funcional.
A estatal tem, desde 1996, 27,67 bilhões de dólares em contratos com a SBM Offshore para fretar dez plataformas (nove aluguéis e uma construção). Das 23 plataformas do tipo FPSO (Unidades Flutuantes de Produção, Armazenamento e Descarga) da Petrobras, oito são da SBM Offshore.
Lula e Dilma
O líder da Minoria no Congresso, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), disse há pouco que apresentará requerimentos para convidar a presidente Dilma Rousseff e convocar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele pediu uma reunião extraordinária da comissão na próxima terça-feira (2).
Segundo Caiado, tanto Lula quanto Dilma tiveram condições de adotar medidas para estancar os desvios de recursos da estatal, mas nada fizeram.
A CPMI está reunida no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
Mais informações a seguir.


Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Marcos Rossi

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

CNJ aprova criação de novas varas e cargos para o TRT-4

O Conselho Nacional de Justiça aprovou por unanimidade, na terça-feira (18/11), o anteprojeto de lei que propõe a criação de novas unidades e cargos para o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS). Para ser transformado em lei, o texto ainda deverá tramitar pelo Tribunal Superior do Trabalho, pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e pelo Congresso Nacional. Hoje, o primeiro grau da Justiça trabalhista gaúcha conta com 132 cargos de juiz titular e 115 substitutos.
A proposta prevê sete varas do Trabalho (duas novas e a conversão de cinco postos avançados em varas), sete cargos de juiz titular, 16 de juiz substituto, 233 de analista judiciário (área judiciária), 37 de oficial de Justiça, além de 24 cargos em comissão e 165 funções comissionadas. O impacto da proposta no orçamento anual é estimado em R$ 51,8 milhões.
Em relação às novas unidades, o anteprojeto prevê a instalação de mais duas varas especializadas em acidentes de trabalho em Porto Alegre. Atualmente, apenas a 30ª vara do Foro Trabalhista da capital gaúcha julga a matéria. 
A transformação de cinco postos avançados em varas é prevista para nos municípios de Capão da Canoa, Marau, Nova Prata, São Sebastião do Caí e Tramandaí. As cidades foram escolhidas com base na movimentação processual e em indicadores socioeconômicos.
A criação de 23 novos cargos de juiz e de 270 de servidores está diretamente relacionada a um ganho de produtividade projetado. Com esse reforço no quadro, a direção do TRT-RS estima que baixará 20 mil processos a mais por ano. Assim, a taxa de congestionamento se reduziria dos atuais 46,3% para 33,9% em 2017.
Já o número de funções comissionadas, conforme o CNJ, foi estipulado com base na Resolução 63 do CSJT. A norma estabelece que as funções e os cargos em comissão podem representar até 70% da quantidade de cargos efetivos, e é exatamente isso que o anteprojeto propõe. Com informações da Assessorias de Imprensa do CNJ e do TRT-4.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Três testemunhas depõem em primeiro dia de julgamento de Eike

Três testemunhas depõem em primeiro dia de julgamento de Eike

Três testemunhas foram ouvidas no primeiro dia do julgamento de Eike Batista pela 3ª Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (18/11). O empresário responde a uma ação por manipulação do mercado e uso indevido de informação — insider trading — cuja pena varia de um a cinco anos de prisão. O processo teve início por denuncia do Ministério Público Federal, feita em setembro.
Três testemunhas depõem em primeiro dia de julgamento de Eike Eike (foto) chegou acompanhado dos advogados e não quis falar com a imprensa. O empresário aparentava tranquilidade. A defesa chegou a pedir a retirada dos jornalistas da sala de julgamentos, mas o juiz Flavio Roberto de Souza negou o pedido, que também negou a solicitação dos advogados para que o processo corresse em segredo de Justiça.
Inicialmente estavam previstas a coleta dos depoimentos de cinco testemunhas, mas duas foram dispensadas. Novas oitivas foram designadas para os dias 10 e 17 de dezembro, para ouvir testemunhas a favor do empresário e outras arroladas pelo MPF de São Paulo, respectivamente, por meio de videoconferência. Eike só deverá prestar depoimento em uma audiência prevista para ocorrer em janeiro.
Nesse primeiro dia de audiências prestaram depoimentos Fernando Soares Vieira, superintendente da Comissão de Valores Mobiliários; José Aurélio Valporto, economista e representante da associação dos acionistas minoritários; e Mauro Coutinho Fernandes, engenheiro que trabalhou na OGX.
Eike é acusado de manipulação por tentar enganar investidores ao prometer uma injeção de US$ 1 bilhão na petroleira OGX, o que nunca aconteceu. Quanto ao uso de informação privilegiada, a acusação envolve a venda de ações antes da divulgação para o mercado das conclusões técnicas e financeiras que atestavam que os campos de petróleo da companhia não eram viáveis economicamente.
Testemunho polêmico
A audiência foi marcada pela exaltação de ânimos entre os advogados de Eike — Raphael de Mattos, Ary Bergher e Darwin Lourenço — e o procurador da República José Panoeiro. O desentendimento teve início quando a defesa de Eike pediu ao juiz do caso para desconsiderar o depoimento de José Aurélio Valporto, por ele ser interessado no caso, já que, supostamente, teria perdido dinheiro com as empresas de Eike.
O procurador argumentou dizendo que “por essa lógica, uma vítima de estupro não poderia depor contra seu estuprador”. Os advogados não gostaram da comparação.

domingo, 5 de outubro de 2014

Advocacia de Resultado em Dourados e Região

A Advocacia em Mato Grosso do Sul passa por uma reformulação bastante profunda, através da especialização dos profissionais do Direito, atuando de forma a resolver, da melhor forma possível, de acordo com os interesses dos clientes, analisando não só o tempo da demanda, como, também, avaliar os riscos e oportunidades das demandas propostas.

Com o aprimoramento dos conhecimentos e teorias práticas, a contínua capacitação se torna uma obrigação, sendo necessário evoluir de acordo com as práticas Judiciárias que, ano a ano, alteram suas formas de pensar e decidir.

Faça-nos uma consulta e analise as possibilidades de resolver sua dúvida ou demanda, com a certeza de contar com profissionais especializados para lhe atender em todas as suas necessidades.
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